Ano: 2009
– Estreia Nacional: 15 de Janeiro de 2009

País: Portugal, Brasil
Género: Drama
Distribuidora: Atalanta

Ficha Técnica:
Realização: Raquel Freire
Argumento: Raquel Freire
Produtor: Paulo Branco
Duração: 100’

Intérpretes:
Sofia Marques (Rosa)
Margarida Carvalho (Rubia)
Sandra Rosado (Rita)
Miguel Moreira (António Miguel)
Gustavo Vicente (Francisco)
Susana Vidal (Miss Evita)
João Garcia Miguel (Dr. J)
Gonçalo Amorim (Tójó)
Ana Ribeiro (Rosália)
Ana Brandão (Cantora lírica)
Márcia Breia (Sogra de Rosa)
Mónica Calle (Médica)
Maria d’Aires

Sinopse:
Há um momento em que todos nos cruzamos.
Na noite escura.
Quando perdes tudo o que há para Perder, o que é que te faz continuar?
O teu pior?
O teu melhor?
O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?
O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?
Amas com as tripas de fora.
O que és capaz de fazer por amor?
Como é que sobrevives com o coração partido?
Quanto tempo dura um sentimento?
Tem prazo?
Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.
O amor salva.
O amor mata.
O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.
Há um clube onde tudo é permitido.
Imperatriz.
Vem.

Nomeações:
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Brasil (2008) – Novos Realizadores

 –

Lisboa, 31 Dez (Lusa) – “Veneno Cura”, segunda longa-metragem da realizadora Raquel Freire, é um dos primeiros filmes portugueses a chegar em 2009 aos cinemas, com estreia marcada para 15 de Janeiro.

Depois de “Rasganço”, Raquel Freire estreia um filme sobre as impossibilidades e a força do amor, numa história dominada pelas mulheres, passada no Porto, e que conta com as participações de Sandra Moreira, Sofia Marques, Margarida Carvalho, Gustavo Vicente e Miguel Moreira.

O filme foi produzido por Paulo Branco e terá, segundo a produtora Clap Filmes, menos vinte minutos que a versão integral exibida em Outubro, em antestreia mundial, na Mostra de Cinema de São Paulo no Brasil.

“As pessoas deste filme são sobreviventes como nós, já passaram os 25 e já lhes aconteceu quase tudo e mesmo assim não desistem e continuam a tentar, a falhar, a fazer tudo mal e a tentar de novo e a falhar de novo, mas continuam”, escreveu a realizadora na nota de intenções.

Ainda em Janeiro, no dia 29, estreia-se “Second Life”, produzido e realizado por Alexandre Valente, em parceria com Miguel Gaudêncio.

“Second Life”, que começa com a morte do protagonista (Piotr Adamczyk) no dia do seu aniversário, é uma ideia original de Alexandre Valente, que assina ainda o argumento, os diálogos e a direcção de actores.

O elenco conta com a participação de várias figuras públicas, como o futebolista Luís Figo, os apresentadores de televisão Fátima Lopes e José Carlos Malato, além dos actores Ruy de Carvalho, Cláudia Vieira, Liliana Santos, Paulo Pires, Lúcia Moniz, José Wallenstein, Pedro Lima e o actor polaco Piotr Adamczyk.

Para Março está prevista a exibição comercial de “A corte do Norte”, de João Botelho, a partir do romance homónimo de Agustina Bessa-Luís, um filme que se passa na Madeira e que é protagonizado por Ana Moreira, no papel de sete mulheres diferentes ao longo de um século (de 1860 a 1960).

Emília de Sousa é a figura central do enredo, inspirada na actriz Emília das Neves, a primeira grande vedeta feminina da representação dramática em Portugal.

Também em Março chegará aos cinemas “Um amor de perdição”, de Mário Barroso, uma adaptação para a actualidade do romance homónimo de Camilo Castelo Branco e do trágico amor entre Simão Botelho e Teresa Albuquerque.

Do elenco fazem parte Tomás Alves, Patrícia Franco, William Brandão, Catarina Wallenstein, Ana Moreira, Virgílio Castelo, Dinarte Branco, Ana Padrão, Rui Morrison. A banda sonora é de Bernardo Sassetti.

Para o primeiro trimestre está prevista ainda a estreia do documentário “Operações SAAL”, de João Dias, sobre um projecto de habitação social – o Serviço de Apoio Ambulatório Local – que existiu no período pós-25 de Abril.

Em 2009 espera-se ainda a estreia de “How to draw a perfect circle”, filme de Marco Martins que tem como pano de fundo a descoberta da sexualidade na adolescência, e “4 Copas”, de Manuel Mozos, que competiu em Novembro no Estoril Film Festival.

Manoel de Oliveira, que completou este mês cem anos, espera estrear no Festival de Berlim o filme “Singularidades de uma rapariga loura” e rodar “O estranho caso de Angélica”, retomando um projecto iniciado nos 1950.

Também em filmagens estarão Fernando Lopes, com “Os sorrisos do destino”, com argumento de Paulo Filipe Monteiro, e Bruno de Almeida, que tem em mãos o projecto “Operação Outono”, uma ficção sobre o assassínio de Humberto Delgado, com argumento de Frederico Delgado Rosa, neto do “general sem medo”.

Entre Janeiro e Fevereiro deverá ter início a rodagem do filme sobre o cantor António Variações, com produção da Utopia Filmes, de Alexandre Valente.

SS.

Lusa