Filme de animação, vindo do imaginário de Besson, estreia amanhã, quinta-feira, em várias salas. Veja o trailer.

Três anos depois de “Artur e os Minimeus”, aí está a segunda parte de uma trilogia de aventuras que mistura animação e imagem real.”Artur e a vingança de Maltazard” chega amanhã às salas de cinema portuguesas.

Em 2006, o cinema mais virado para o público juvenil ganhou um novo herói. Chamava-se Artur e tinha como origem uma série de livros escritos por um nome popular mas controverso do cinema europeu de hoje: Luc Besson.

Curiosamente mais conhecido pelo tema adulto de algumas das suas produções, Besson mostrava com “Artur e os Minimeus”, primeira parte de uma trilogia dedicada à personagem que criara no mundo literário, que o seu imaginário percorria afinal toda uma gama de géneros e de referentes iconográficos e mitológicos.

Será essa mesma característica da sua obra, a diversidade sem atingir a profundidade, que é mais penalizada na obra de Besson que, depois de um início de carreira em tons de autor de culto, com filmes como “O último combate”, “Vertigem azul” ou “Nikita” – outra criação sua – se começou a dedicar, grande “pecado”, à criação de um estúdio europeu, precisamente a Europa Corp., capaz de produzir obras para o grande público capazes de ombrear nas suas preferências com os grandes colossos de Hollywood.

Indiferente a criticismos, mantendo sempre a sua visão, goste-se ou não, Besson assina então em 2006 “Artur e os Minimeus”, um projecto que lhe custou alguns anos de trabalho já que, estreado pouco depois do mais singelo “Angel-A”, chegaria sete anos após o megalómano “Joana d’Arc”, produzido mais como declaração de amor à sua companheira de então, a actriz Milla Jovovich.

Um amor muito grande pelas personagens que criou é o que se desprendia também de “Artur e os Minimeus”, a história de um garoto, o Artur do título, personagem de carne e osso, defendida pelo jovem actor Freddie Highmore, que para tentar salvar a casa dos avós da destruição, penetrava no mundo dos Minimeus, uma comunidade de gente pequena (animada e bem animada), vivendo em comunhão com a natureza, onde procurava um tesouro escondido que lhe pudesse salvar a família.

Três anos depois, e sem prescindir de novo da realização, Luc Besson assina agora “Artur e a Vingança de Maltazard”.

Tudo começa com uma desilusão para Artur. Pensando que poderia entrar de novo nesta noite no mundo dos Minimeus e reencontrar a bela princesa Selenia, o nosso herói é informado pelo pai de que as férias acabaram e é tempo de acabar as férias e de regressar a casa. Mas, quando se encontra prestes a partir, uma aranha deposita na mão de Artur um grão de arroz com um pedido de socorro. Selenia está em perigo, o que vai lançar Artur em mais uma delirante e vertiginosa aventura no mundo dos Minimeus…

Luc Besson aposta na continuidade. O primeiro filme foi visto por perto de três milhões de pessoas, contando só a França natal. E confirmando a importância e dimensão do projecto, gastou mais 65 milhões de euros neste segundo filme.

A trilogia encerra no próximo ano com “Arthur et la guerre dês deux mondes”.

Fonte: JN